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Inteligência Artificial (AI): Da ficção à realidade

Por: Alex Marin Silva

A inteligência artificial (AI ou IA) não é um assunto novo: desde os anos 40 há pesquisas sobre o assunto e ao longo deste período – que não é debutante, convenhamos – presenciamos, além da evolução campo da computação, filmes, livros e séries que abordaram o tema. Entretanto, só agora esse conceito parece estar tão próximo da realidade de empresas e pessoas, tanto que se faz presente em qualquer lista de tecnologias que vão alavancar a transformação digital.

Inteligência Artificial (AI): Da ficção à realidade

Mas afinal o que é inteligência artificial? Uma definição simplista introduzida por John McCarthy em 1956 é “fazer a máquina comportar-se de tal forma que seja chamada inteligente caso fosse este o comportamento de um ser humano.

É evidente que poderíamos tratar o assunto de forma mais acadêmica e filosófica, onde René Descartes já antecipava ensaios tais como o Teste de Turing por volta de 1637, porém creio que o tema ficaria um tanto maçante para um artigo.

O fato é que, atualmente, corporações estão interessadas no assunto com o intuito de criar níveis de automação até então inimagináveis. Se antigamente tínhamos modelos matemáticos que simulavam a capacidade humana de tomar decisões, agora associados à tecnologia disponível, são muito mais palpáveis e sua implementação é mais viável e acessível.

Inteligência Artificial aplicada no mundo em que vivemos

Grandes players de tecnologia estão investindo pesado no assunto. Uma pesquisa do IDC constata que até 2019, 40% das iniciativas ligadas a transformação digital serão suportadas por recursos de inteligência artificial, acelerando a capacidade de tomar decisões.

Nomeado de Einstein, a Salesforce, uma das líderes em aplicações de CRM, adquiriu nos últimos anos algumas startups para embarcar inteligência artificial em suas aplicações e facilitar e simplificar o negócio de seus clientes. Já a IBM tem o audacioso Watson, que pretende resolver problemas que vão de diagnósticos de doenças e até predições financeiras de companhias.

A líder em software de gestão empresarial, SAP, lançou em 2017 uma plataforma como serviço – SAP Leonardo – que conglomera uma série de tecnologias que são posicionados como um sistema de inovação digital. Dentre as tecnologias que estão ligados a inteligência artificial, estão o Machine Learning e Funções Analíticas.

Outros recursos tecnológicos utilizam Inteligência Artificial para melhorar e massificar seu uso. Os chatbots tentam simular um ser humano na conversação, respondendo perguntas de tal forma que aparenta estar conversando com outras pessoas.

Já os carros autônomos, com a ajuda de sensores, determinam as melhores opções de ação, direção para condução segura e confiável de um veículo. Embora já seja possível ver testes avançados, sua adoção ainda depende de uma série de aspectos legais e outros desafios a serem superados, como a convivência harmônica entre um carro guiado por máquina e outro por humano.

Inteligência Artificial e a preocupação com o mercado de trabalho

Inteligência Artificial (AI): Da ficção à realidade

Recentemente a Harvard Business Review publicou o artigo “A natureza da liderança deve mudar quanto mais decisões a IA tomar”, que enfatiza a necessidade de mudança de comportamento e skills da liderança em tempos de inteligência artificial.

É fato que qualquer processo ou comportamento transformado na capacidade de um computador tomar decisões de maneira simplista, pode ser considerado inteligência artificial.

Por outro lado, existem preocupações relacionadas a empregabilidade das pessoas em relação a popularização da IA.

O visionário sul-africano Elon Musk acredita ser necessário uma renda básica universal no futuro, tudo em função do nível de automação e inteligência que as máquinas terão, visto que isso, consequentemente, elimina postos de trabalho dos humanos.

Já Jack Ma, bilionário chinês que fundou a Alibaba em 1999, afirma que as pessoas terão trabalho para 4 horas diárias e ainda reforça que as novas gerações devem focar seus estudos em artes e músicas que estimulem insights criativos, uma vez que questões técnicas deverão ser automatizadas por algoritmos inteligentes.

Na última edição do Fórum Econômico Mundial em Davos, que aconteceu em janeiro de 2018, mais de 3000 líderes de todo o mundo se reuniram para discutirem dentre outros assuntos, a preocupação com os níveis de automação e inteligência das máquinas e como isto afeta a economia e a empregabilidade.

De fato, a inteligência artificial é uma tecnologia que já está presente em nosso dia-a-dia, seja em uma inocente pesquisa no Google, sugerindo insights para empresas e até mesmo em complexos exames para detecções e diagnósticos de doenças.

Contudo, é importante que as empresas e pesquisadores encontrem o equilíbrio entre o uso dessa tecnologia, gerando um convívio harmonioso com a sociedade. A exemplo do passado, muitas profissões foram extintas pelo surgimento de algum tipo de tecnologia, sendo compensado pela criação de novas atividades, porém desta vez a magnitude do impacto que a automação e a inteligência artificial terá sobre os empregos parece estar mais próximo dos assustadores thrillers tecnológicos de ficção.

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