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Automação e suas armadilhas

Esse artigo é uma visão de como a adoção da automação tem se propagado nas empresas, mas obviamente este é somente o início da nossa discussão sobre o tema que é muito abrangente e terá um papel de destaque em nosso blog.

 

Definitivamente vivemos uma onda de Automação dentro das organizações. Porém, muito mais do que uma moda encabeçada por “papers“, estudos de consultorias e fornecedores de ferramentas, o “novo momento” da Automação surgiu do esforço de grupos de jovens inovadores, dentro de contextos práticos, para solucionar problemas de dia-a-dia, com as tecnologias que estavam em suas mãos. Selenium, Docker e Calabash, são alguns exemplos.

Isto posto, o processo saí da experimentação e passa a ser obrigatório. a média gestão, na maioria das vezes despreparada, começa a sentir boa parte desta pressão para apresentar uma estratégia de como trazer este resultado almejado pela alta gestão, de forma rápida, organizada e eficiente, utilizando-se estas tecnologias altamente promissoras, porém em processo de maturação.

E é neste contexto que vamos explorar as diversas armadilhas que podem confundir os tomadores de decisão na construção de um plano de implementação eficiente para Automação. Vamos a alguns exemplos:

  1. Adoção de automação baseada na novidade

Com o advento de tecnologias de código-livre “opensource”, uma miríade de novos frameworks e soluções surgem toda a semana. Obviamente, isto tem seu lado positivo, já que dentro desta grande volume, inovações relevantes sempre acontecerão.

Porém poucos tomadores de decisão refletem se a inovação entregue, tem aderência ao “parque” tecnológico que ele tem em seu portfólio e qual o real valor que ela trará para empresa.

Isto sem falar em outros agravantes como:

  • Esforço para adaptar este framework aos sistemas reais da empresa;
  • Conhecimento técnicos do time ou fornecedores atuais nestas soluções, curva de aprendizado e transferência de conhecimento para um novo time ou fornecedor;
  • Qual a estratégia de gestão da automação após sua implantação, sua resiliência à infraestrutura atual e a realidade de negócio da empresa;
  • Nível de manutenção que este framework requer.

Por isso, sempre avalie cautelosamente a inovação em questão, priorizando a tomada de decisão mais favorável à sua empresa, fazendo sempre um estudo de retorno de investimento.

  1. Adoção isolada e pontual para algum projeto ou iniciativa

Neste caso, a automação é adotada isoladamente para um único projeto dentro da empresa. Verificamos aí que a armadilha está em não compartilhar todo o esforço de aprendizado e conhecimento. O potencial que a automação pode trazer para organização fica latente e não reverte em resultado para toda a corporação.

Por outro lado, existe um cenário ainda mais grave, que é a adoção simultânea em várias áreas, porém sem uma coordenação entre elas. Aqui, todas as lições aprendidas, conhecimento técnico, soluções durante o processo de adoção da automação, não são aproveitados, e se tornam conflitantes.

Obviamente quem acaba pagando a conta é a companhia, que muitas vezes só percebe o erro depois de muito investimento realizado.

  1. Adotar a automação sem avaliar o negócio

Podemos considerar a Automação dentro do contexto de qualidade, como uma espécie de blindagem contra a inserção de novos defeitos no sistema. Porém, para construir esta blindagem precisa-se de investimento.

Ter uma avaliação de qual negócio traz mais exposição ao risco à empresa, e qual sistema suporta este negócio, é fator crucial para se adotar uma automação que faça sentido em termos de investimento.

Montar a estratégia pensando nesta abordagem é um fator crítico de sucesso para o projeto de automação!

  1. Adotar automação sem uma avaliação da estabilidade técnica do sistema

Partimos do princípio que nenhum sistema nasce estável, e que automatizar sistemas instáveis invariavelmente se torna um processo penoso operacionalmente e frustrante do ponto de vista do cliente.

A recomendação, neste caso, é escolher “quais brigas valem a pena entrar” (isto é, quais sistemas ou parte deles devemos automatizar), ter o “timing” correto para aplicar a automação (levando em conta o nível de estabilidade) e desenvolver uma arquitetura progressivamente resiliente.

  1. O entorno não deve ser esquecido

Não adianta termos o framework de automação eficiente e robusto, sem termos um ambiente de suporte com as mesmas características. Uma gestão de ambiente proativa e planejada é fundamental para multiplicarmos os benefícios da Automação.

A tarefa de implementá-la, apesar de ser desafiadora, é por outro lado extremamente estimulante, e pode trazer enormes benefícios para organizações dos mais variados portes, tecnologias e níveis de maturidade.

Não menospreze uma boa estratégia! Seja coerente com seu negócio, avalie seu contexto e, se possível, conte com um parceiro que tenha experiência para te guiar pelo melhor caminho de adoção.

Por Eduardo Medeiros

Sobre a RSI

A RSI é a empresa que continua movimentando a indústria de tecnologia e detém conhecimento nas soluções de automação, sejam elas opensource, ou soluções dos grandes players como IBM, HP, MicroFocus, entre outros.

Aliamos conhecimento técnico, os melhores clientes e uma base de projetos que são determinantes para estabelecer uma boa estratégia e bons resultados em automação de testes.

Conte com a RSI para seus desafios de automação, e tenha boas experiências com a tecnologia


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